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Shvoong Home>Books>Hall, Stuart. A Identidade Cultural Na Pós-Modernidade 2nd Parte - Summary

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Hall, Stuart. A Identidade Cultural Na Pós-Modernidade 2nd Parte -

Book Review by: Rednav    

Original Author: HALL, Stuart

Segunda parte - HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomáz Tadeu da Silva e Guacira

Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP &A. 2003. 7ª ed. ou reimpressão.


Resumo: Vander Vieira de Resende, mestrando em Letras pela UFSJ.


A análise da identidade cultural empreendida por Hall é iniciada com uma descrição das mudanças conceituais quanto ao que se entenderia como sujeito e identidade. Quanto ao sujeito, Hall afirma que com o colapso do sujeito pré-moderno – da ordem social, econômica e religiosa medieval – surge o Sujeito Iluminista, o qual teria uma noção de individualidade, possuidor de uma identidade estável e um centro essencial ao longo da existência. No século XIX tal sujeito passou a se considerado em sua interatividade com a sociedade, em tal concepção passa a ser concebido como um sujeito sociológico, este sujeito seria um “eu real” que se formaria e se modificaria no diálogo com o mundo pessoal e público. Este sujeito sociológico ainda era tido como possuindo uma identidade unificada, contudo sofreria mudanças drásticas durante o século XX passando a ser concebido como um composto de várias identidades contraditórias e não resolvidas na contemporaneidade. Momento em que considera-se que o sujeito estaria jogando com suas identidades, podendo se identificar com categoria identitária diversas em momentos distintos, em um processo de constante sobredeterminação. O sujeito pós-moderno teria se desenvolvido, principalmente, com a multiplicação dos sistemas de significação e com a ampliação dos modos de representação cultural na modernidade tardia.


Cinco grandes avanços da teoria social e das ciências humanas são apresentados como sendo responsáveis pelo descentramento do denominado “sujeito cartesiano”: a partir de Marx, Althusser questiona a essência universal do homem como atributo de um indivíduo singular; com a releitura lacaniana da teoria psicanalítica do inconsciente de Freud surge a noção da identidade formada a partir de um processo de complexas negociações psíquicas inconscientes; a argumentação de Saussure de que a língua é sistema social e não individual, constituído de uma ampla gama de significados arbitrários que preexistem ao falante, Derrida acrescenta considerações quanto a impossibilidade de fixar significados de forma definitiva, ou original,  já que tudo o que falamos possui um antes e um depois, tal qual a identidade; o quarto deslocamento é perpetrado por Michel Foucault, em sua “genealogia do sujeito moderno”, na qual afirma que as técnicas das instituições coletivas envolvem a aplicação do poder e do saber que “individualiza” ainda mais o sujeito e controla seu corpo pelo exercício do poder disciplinar, para torna-lo um “corpo dócil”; o último descentramento é efetivado pelo feminismo, tanto como prática quanto como teoria, bem como pelos distintos movimentos sociais que apelam para a identidade social de seus adeptos e possibilitam o surgimento das chamadas “políticas de identidade”. Esse é o “sujeito pós-moderno” descentrado é resultado de mudanças estruturais e institucionais da modernidade tardia.


em breve acrescentarei a 3ª parte 


Published: July 31, 2008
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