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Shvoong Home>Arts & Humanities>HISTÓRIA : A PROVÍNCIA DO AMAZONAS Summary

HISTÓRIA : A PROVÍNCIA DO AMAZONAS

Book Summary   by:Jerson Aranha     Original Author: Jerson Aranha
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HITÓRIA : A PROVÍNCIA DO AMAZONAS Depois de políticos e populares lutarem pela autonomia da Comarca, Tenreiro Aranha chega à região em 1851, instala a Província e desbrava os rios amazônicos com navios a vapor. João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha era filho do poeta Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha e de Rosalina Espinosa Solkamn Tenreiro Aranha. Pela ascendência materna, era bisneto do célebre Bento Maciel Parente, nome ligado à história colonial do Maranhão. Pelo vínculo paterno, descendia de Bento de Figueiredo Tenreiro, capitão-mor de Gurupá e provedor da Fazenda Real do Pará. O pai de João Batista exercia, em Belém, o cargo de escrivão vitalício da Alfândega, falecendo a 25 de novembro de 1811, deixando o filho com apenas 13 anos. A viúva ficara na pobreza, contando somente com o sítio “Memória”, onde a família residia, pouco distante da capital paraense. Ficara quase sem recursos para educar o filho que, então, já mostrava inclinação para as letras. João Baptista, menino ainda, era conhecido por “João Memória”, em lembrança daquele sítio. Aos 14 anos prestou exame de Matemática, despertando gerais aplausos e prenunciando-se o futuro autor do capítulo dedicado à Aritmética, Contabilidade e Escrituração Mercantil no Liceu paraense. E dedicou-se ao magistério, portanto, nomeado em 11 de fevereiro de 1841 para reger estas disciplinas, neste estabelecimento de ensino. De 1840 a 1849, Tenreiro Aranha foi ininterruptamente eleito deputado provincial, logrando reeleger-se ainda para a Assembléia da Província do Pará de 1856 a 1859. Nas legislaturas de 1848 a 1849, serviu na Assembléia Geral, como deputado pelo Pará, que, então, compreendia o Amazonas. De todos os benefícios que prestou nas duas Assembléias, merecem destaque, pelo alcance político e econômico, o da elevação do amazonas à categoria de Província e do estabelecimento da navegação a vapor no Amazonas em 1837, foi membro e relator da comissão incumbida de apresentar projeto de organização de uma empresa para explorar a navegação no rio Amazonas. Sobre o primeiro fato, na qualidade de membro da Assembléia paraense, em sessão de 7 de novembro de 1849, apresentou a seguinte indicação: “Indico que se dirigia uma representação à Assembléia Geral Legislativa seja elevada à categoria de província”. Após, como deputado federal na Corte, sustenta as mesmas idéias. Afinal, em 1850, foi criada a província do Amazonas, por Lei nº 582, de 5 de setembro.
Nada mais justo e imperativo do que a nomeação desse homem para seu primeiro presidente, o que se deu por decreto imperial de 7 de junho de 1851. Tenreiro Aranha subiu o grande rio no vapor de guerra “Guapiassú” e chegou a Manaus a 27 de dezembro deste mesmo ano, sendo recebido com festividade pela diminuta população da capital. Levava numerosas pessoas, algumas das quais para seus auxiliares. E em 1º de janeiro de 1852, na Câmara Municipal, em sessão extraordinária e solene, assumiu o governo, instalou a Província e começou sua tarefa. HERÓI E MÁRTIR
Eram, porém, indispensáveis entendimentos pessoais com a Corte, para relatar, de viva voz, a verdadeira situação do Amazonas. Numa época em que ainda não havia navegação direta para o Sul, João Baptista toma uma canoa e desce para Belém desprezando perigos e desconfortos. Dali, em navio, vai ao Rio de Janeiro, e, em 27 de junho de 1852, passa o governo ao primeiro vice-presidente, Manoel Gomes correia de Miranda. Então, traçou, em substancioso relatório ao ministro do Império, Visconde de Monte Alegre, um retrato sombrio da situação de abandono e estagnação em que se encontrava a nova Província, expondo também idéias as mais lúcidas sobre os problemas administrativos e sociais que tinha de enfrentar. Infelizmente, foi meteórica sua atuação no governo. Na corte, apesar de todas as diligências, nada ou pouca coisa obtém para sua Província, tão distante e esquecida. Talado de desgostos e doente regressa, demorando em Belém, por motivo de tratamento, quando, a 31 de dezembro deste mesmo ano, recebeu o decreto de sua exoneração a pedido. Atuou ainda na política da Província do Pará, mas novamente sofre com desgostos. Ferido profundamente na sua sensibilidade, enlouqueceu, vindo a falecer, vítima de um incêndio que irrompeu em seu dormitório, num subúrbio de Belém, em 19 de janeiro de 1861.(Jerson Aranha)
Published: October 22, 2007   
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  1. 1. Lucas

    Goulding

    Muito Obrigado!, Hoje terá prova de História e eu estava muito precisando deste assunto. valeu!

    0 Rating Friday, September 23, 2011
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