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Shvoong Home>Arts & Humanities>Quem matou Jesus Summary

Quem matou Jesus

Book Summary   by:Miriam Paladina     Original Author: John Dominic Crossan
ª
 
O padre Crossan mostra que a compreensão tradicional dos evangelhos, como fato histórico, não é apenas errada, mas, também, perigosa. As raízes do anti-semitismo estão presentes na morte de Jesus. Crossan demonstra que foi o governo romano quem julgou e executou Jesus como agitador social. Mostra que a crença de que os judeus mataram Jesus é um mito primitivo da Igreja(dirigido contra grupos judeus rivais). O padre Raymond Brown no seu livro "The death of the Messiah" diz que no evangelho de Marcos, Jesus é julgado por um tribunal judeu e um romano, e cada processo jurídico é concluído com castigo físico e escárnio. Brown observa que os escárnios se repetiram nas cerimônias da Paixão nos séculos IX-XI contra os judeus, mas nunca contra os romanos. O escárnio judeu é considerado implausível historicamente, enquanto o escárnio romano é plausível. As primeiras secções do Novo Testamento, por exemplo,as de Paulo, por volta do ano 50, estão isentas de judeofobia, já o mesmo não pode se dizer do evangelho de João, escritas, aproximadamente, no ano 100. Os três primeiros evangelhos são chamados de sinópticos. Vejamos uma diferença entre os sinópticos e o de João: nos evangelhos sinópticos, os oponenentes de Jesus são, usualmente, fariseus, escribas, sacerdotes e anciãos. Já, no evangelho de João(escrito em Éfeso, por volta do ano 1000), os oponentes são judeus. Nos sinópticos, as controvérsias giram em torno do que Jesus diz ou faz. Nos sinópticos os discípulos e apóstolos são judeus. O ambiente era a Galiléia e Judéia. Em João, o ambiente é da Diáspora, que possuía uma atmosfera helênica. No evangelho de João, encontravam-se poucos judeus Em 140 - Marcião chega ao exagero de rechaçar a Bíblia hebraica, pretendendo que o judaísmo seja uma religião nefasta que Jesus veio para abolir. Erros no relato da crucificação: Segundo o Novo Testamento, durante a Páscoa Judaica, o Sinédrio( erao corpo supremo religioso e jurídico da Judéia durante o período de dominação romana) submeteu Jesus ao Tribunal e condenou-o à morte. Pôncio Pilatos se submeteu ao veredicto "lavando-se as mãos" e, em conseqüência, Jesus foi crucificado por soldados romanos. As imprecisões: 1 - O Sinédrio nunca se reunia nas festividades hebraicas e, muito raramente, aplicava penas de morte ( o Talmud diz que o Sinédrio, quando muito, aplicava uma pena de morte a cada 7 anos). No caso de Jesus, de maneira surpreendente, o texto exibe, uma estranha rapidez na aplicação da pena. 2 - Mais grave ainda é que nem sequer se explicava qual foi a transgressão que justificou a pena de morte. Havia crimes que a lei bíblica castigava com a pena de morte, porém, não estava incluído entre eles, o de proclamar-se filho de Deus, já que isto não implicava nenhum tipo de transgressão. Além disso, os romanos costumavam gravar na cruz a razão de seu delito. Na de Jesus, INRI ( Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus) se refere ao crime político de sedição, ninguém poderia ser rei, porque o único rei só poderia ser romano, isto é, o César. Trata-se, assim, de um crime contra Roma e o castigo ocorreu do modo de execução romana.
3- O papel de Pilatos é tripamente suspeito, por que o Sinédrio que tinha autoridade para executar penas impostas, solicitaria ajuda ao inimigo romano para castigar um judeu? Por que o Procurador (Pilatos) sairia em defesa de um judeu quando era responsável por impor a ordem imperial na Judéia e nessa função já havia feito crucificar milhares de pessoas?
O "lavar as mãos" e era já na antigüidade um ritual judaico, observado pelos judeus antes de comer, ao visitar cemitérios ou em sinal de pureza. Convêm frisar que essa não era a prática da maioria dos povos antigos, nem dos romanos. Portanto, estranha é a reação do militar romano encarregado da repressão! O mais provável é que os judeus "lavaram as mãos" diante da decisão do Procurador romano.Provavelmente, quem anunciou a pena de Jesus foi Pilatos, mesmo os redatores do Novo Testamento, resolveram trocar os protagonistas do relato, eximindo, totalmente, a culpa do poderoso romano para agradar ao Império.Romano e poder, assim, expandir o Cristianismo. Mais fácil era colocar a culpo em quem não podia defender-se, isto é o judeu vencido. como disse Gustavo Perednik.
Apesar da narrativa desfavorável aos judeus, existem algumas passagens positivas no Novo Testamento, como os versículos (João 4:22), o qual atribui a salvação aos judeus e a graça divina em (Romanos 11, 28).
A morte de Jesus, por execução sob Pôncio Pilates é mais certa do que qualquer outro fato histórico.
Flávio Josefos ( antigïdades judaicas 18,63) disse: "Quando Pilatos, ao saber que ele havia sido acusado pelos homens mais influentes entre nós, condenou-o à crucificação, aqueles que o amavam em primeiro lugar não desistiram de sua afeição por ele."
Tácito descreveu o incêndio romano de nove dias, no final de julho de 64 e.c.,mencionou os cristãos e, ao explicar a origem do nome de alguém chamado Cristo, disse: "Cristo, o iniciador do nome, foi condenado à morte no reinado de Tibério, por sentença do procurador Pôncio Pilatos..."
Published: November 04, 2007   
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