SEMINÁRIO PARA DEBATER O GUARANÁ
Manaus/AM - Nos dias 6 e 7 de dezembro será realizado na Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM) o I Seminário sobre Pesquisas
com a Cultura do Guaranazeiro na Amazônia. O objetivo é apresentar e discutir resultados de pesquisas técnico-científicas e disponibilizar toda a informação gerada até o momento à sociedade.
O evento vai reunir trabalhos de pesquisa realizados até o momento sobre o guaranazeiro, espécie de grande potencial econômico para a Amazônia brasileira, mas
que ainda é uma atividade agrícola pouco rentável aos pequenos produtores.
Como
SE trata de evento técnico, a participação ficou restrita a convidados, autores e co-autores de trabalhos referentes à cultura do guaraná, dentro das seguintes áreas: melhoramento genético, fitotecnia, fitossanidade, fertilidade do solo e nutrição de plantas, fitoquímica, economia e mercado. Foram inscritos 45 trabalhos que serão apresentados
EM forma de mini-palestras com duração de 15 minutos.
O Brasil é o único produtor comercial de guaraná, excetuando-se pequenas áreas comerciais da Venezuela e Peru. A produção nacional, conforme dados do IBGE (2003) foi de 3.744 toneladas/ano, com possibilidade de expansão do cultivo, o que poderá contribuir para a economia nacional, em razão da existência de um mercado potencial capaz de absorver quantidades superiores à ofertada.
Atualmente, toda a produção nacional é consumida no mercado interno, sendo irrisória a quantidade exportada para outros países. Estima-se que, da demanda nacional de amêndoas de guaraná, cerca de 70% seja absorvida pelos fabricantes de refrigerantes, enquanto
os 30% restantes são comercializados em forma de xarope, bastão, pó, extrato para o consumo interno e para exportação. Essa demanda tende a crescer, pois, as indústrias de refrigerantes planejam exportar seus refrigerantes, de sabor guaraná, para cerca de 170 países.
O município de Maués, situado no leste amazonense, é o mais tradicional produtor de guaraná do Amazonas. Atualmente, nesse município, existem cerca de 2.600 produtores, com aproximadamente 2.427 hectares plantados.
Mas o guaraná de Maués, que até os anos 80 liderava a produção brasileira, foi perdendo produtividade e os guaranazais da Bahia assumiram a liderança em termos de quantidade produzida.
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