Três regiões do mundo, três tipos de cultura, três tipos de
cinema.O desenvilvimento desta arte nos últimos anos tem-se manifestado
de forma diferente, tendo em conta os vários factores internos de cada uma destas regiões. Em cada um dos manifestos que foram a antesala de revoluções nos diversos tipos de
cinema, e principalmente contra as diferentes indústrias cinematográficas, experimentaram-se diversas visões que fundamentaram a razão pela qual se opunham às estruturas do cinema existentes nessa época. No caso da Europa a revolução teve os seus primeiros impulsos em Inglaterra, onde um
estilo de cinema desgastado, que denunciava a realidade social do país, un cinema Burguês baseado em snobismos desgastados que apenas abrangem determinado tipo de espectadores e que se fundamenta em estereótipos, situações e elementos típicos da classe burguesa da Inglaterra. Na América do Norte, posteriormente um grupo de teóricos desenvolveu o Novo Grupo de Cinema, em parte inspirados por este manifesto inglês e que atacava com as suas próprias palavras a falsidade dos seus argumentos e a sua falta de sensibilidade e estilo. Hollywood, que se encontrava então no seu melhor momento, representava a hegemonia relativamente à sétima arte, e tudo isto porque se tinha conseguido impôr como indústria, ou seja com fins lucrativos e comerciais, o Novo Cinema Americano resgata o verdadeiro valor do cinema enquanto arte cuja alma tinha sido assassinada pelos objectivos industriais que passam por cima das necessidades estéticas