AO LOUCO DA
BICICLETA <
br/> Audaz, divertido, atrevido, aventureiro... Um relato simples- inclusive
com erros ortográficos! - que em poucas palavras descreve as incríveis façanhas de um homem que só conta com três ou quatro elementos: sua
bicicleta, seus poemas, suas canções e uma deliciosa sobremesa
. < br/> Como dizem nas propagandas: Alcance o melhor... Não há limites...A vida te despenteia
... Você é capaz!... Just do it... Algo o motivou a contar sua história: despertando inveja, admiração, bajulações e até mesmo as fantasias sexuais de algumas mulheres latinas.
Seus amigos e conhecidos estiveram presentes para dizer a todos: Eu o conheço!
Assim como anda na bicicleta, ando no pensamento, e de vez em quando páro quando um fato me supreende, como por exemplo, a quantidade de visitas e de comentários de sua sinopse. E me pergunto: Será o novo herói de nossos tempos? O ídolo que representa o sonho oculto de tantas pessoas confortavelmente instaladas en sua vida digital?
E se o segredo do seu êxito imediato e cibernético fosse justamente sua aparição como um herói / anti-herói destes tempos cool, light, do look e do shopping ?
Talvez porque o corpo, hoje, mais do que levado a uma aventura por prazer, permanece imóvel em frente a uma tela (da tv ou do computador) , ou vive em uma realidade virtual, ou se sente incômodo com tantas próteses (o celular, o palm, os óculos, a câmera fotográfica) ou está sempre sendo avaliado para saber o índice de coleterol ou o risco de sofrer um infarto, ou briga consigo diariamente diante do espelho, porque não obteve a performance que deveria alcançar...
Talvez, diria, devido a essa passividade e essa ansiedade corporal que nos paralizam, sua aventura nos infunde vitalidade. Eu gosto que cause esse impacto! Talvez seja um sinal de que o ser humano esteja sedento de emoções a flor da pele, de encontros verdadeiros com a natureza, sem cabos, nem adaptadores ou transformadores.
Em meio a este super desenvolvimento tecnológico- graças ao qual podemos ter este espaço- surge Walter, com sua bicicleta, seus poemas, os porcos e as vacas; os pés descalços na noite negra.
(Não haveria me animado a escrever esta mensagem se você não houvesse se apresentado como metafisicolivro...)