Governo recebe
chance de provar que pode trabalhar:
O pacote de estimulo do governo Obama será um teste para as habilidades
dos servidores públicos
Washington Post, 23-02-2009
A reportagem assinada por Alec MacGillis publicada em 23 de fevereiro no importante Washington Post concentra-se na seguinte em mostrar que as expectativas depositadas sobre o Pacote de Estímulo do governo norte-americano vem carregado de grandes expectativas por parte dos americanos, que vêem a crise a apenas se aprofundar nesse início de 2009. O que coloca a questão: por pelo menos três décadas o governo americano não toma uma medida tão incisiva de intervenção econômica, com forte entonação de proteção social, será que os órgão públicos conseguirão aplicar eficazmente esses novos recursos? Após três décadas de desregulamentação estatal, os norte-americanos perderam suas expectativas em relação ao poder de investimento e ajuda das instituições governamentais, em benefício de uma política de não-intervenção e redução do estado.
Agora a máquina administrativa terá que provar sua eficiência em aplicar bem esses recurso, que lhe dão mais uma chance de provar que “podem trabalhar”.
O artigo resalta que vários
departamento do governo fedeal que por anos não recebiam investimentos consideráveis receberam grandes aumentos de verbas, como por exemplo o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Comunitário que passou de 2.6 milhão de dólares no ano passado para 65 milhões nos próximos dois anos. O que permitiria ampliar em muitas vezes o socorro do governo as milhares de famílias norte-americanas que, desde o começo da crise com os bancos imobiliários, vieram perdendo suas casas.
Esse mesmo movimento se demonstra em diversos outros departamentos, como o Departamento para o desenvolvimento das Artes que teve em seu orçamento com o estímulo 55 milhões. O departamento encarregado do desenvolvimento e aplicação de energia renovável viu crescer 57 vezes seu orçamento, que era antes de 1 milhão de dólares.
Dessa forma Obama leva em frente seu discurso eleitoral contra a filosofia do anti-Estato, e coloca-se em frente ao desafio de fazer ser gasto esses dinheiro aplicado de forma eficaz, sem desvio ou desperdícios.
Referência: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/02/22/
AR2009022201759.html