• Sign up
  • ‎What is Shvoong?‎
  • Sign In
    Sign In
    Remember my username Forgot your password?

Summaries and Short Reviews

.

Shvoong Home>Medicine & Health>INICIATIVA PRIVADA NÃO INVESTE EM PESQUISA Summary

.

INICIATIVA PRIVADA NÃO INVESTE EM PESQUISA

Book Abstract by: Jerson Aranha    

Original Author: Jerson Aranha
INICIATIVA PRIVADA NÃO INVESTE EM PESQUISA
         Em 1994, cerca
de 75% dos cientistas empregados na Alemanha trabalhavam dentro das indústrias, 15% nas universidades e 10% para o Governo Federal. No Brasil, o percentual de cientistas trabalhando diretamente na indústria é de apenas 10%. Os demais estão trabalhando em órgãos de pesquisa ou universidades mantidas pelo governo. "O principal problema da pesquisa científica no Brasil está na falta de uma parceria mais efetiva entre centros de pesquisa e a iniciativa privada". A informação é do diretor-geral do Inpa, Ozório Fonseca, que só vê uma saída para o combate à biopirataria: o país sair na frente, para descobrir primeiro e patentear o resultado.
        Segundo Ozório, a política industrial brasileira sempre foi voltada para a aquisição de tecnologia e não para a pesquisa básica e o desenvolvimento. Ele cita como exemplo à própria Zona Franca de Manaus, que não realizou nenhum tipo de transferência de tecnologia, mas acabou se estabelecendo como uma cultura regional. "A Amazônia só passou a ser prioridade na área de pesquisas a partir de 95, quando Fernando Henrique assumiu o governo. Antes disso, os recursos aportados na região eram suficientes apenas para manter os poucos centros de pesquisa funcionando precariamente".
        Em 1997, os investimentos em ciência e tecnologia no país chegaram a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de US$ 10 bilhões, segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia. A cifra inclui recursos dos governos federal, estadual e da iniciativa privada. Os investimentos aplicados pelo Brasil na formação de recursos humanos, no país e no exterior, atingem a casa dos US$ 800 milhões/ano. Como resultado, observa-se um significativo crescimento quali-quantitativo da produção científica, especialmente de trabalhos, teses e livros. O problema está na transferência dos resultados da pesquisa para a aplicação prática na indústria. "Mesmo nas pesquisas na área agrícola, não há investimentos de capital de risco", analisa Ozório. "Aqui na Amazônia, essas pesquisas estão sendo feitas basicamente pelo Inpa e a Embrapa, dois órgãos do governo". Mas nem tudo são nuvens negras no futuro da região. "O novo superintendente da Suframa, Antônio Sérgio, acaba de reativar a Câmara da Agroindústria, o Centro de Biotecnologia da Amazônia está começando a sair do papel e a Fucapi já está fazendo os primeiros estudos para a implantação de um pólo de cosméticos. São com iniciativas desse porte que vamos coibir a biopirataria", avalia.
O diretor-geral do Inpa também repele as acusações de que o instituto mantém convênios com organismos estrangeiros sem que o país se beneficie com os resultados das pesquisas. "É preciso ficar claro que o Inpa não tem autonomia para firmar convênios internacionais. Essa é uma competência constitucional exclusiva do Governo Brasileiro. O que o Inpa faz é fornecer a infra-estrutura necessária para que os pesquisadores possam trabalhar", explica.(Jerson Aranha)
 
Published: October 22, 2007
Please Rate this Review : 1 2 3 4 5

Bookmark & share this post

.