A fundação Carr, uma organização sem fins lucrativos proveniente dos Estados Unidos, criou uma parceria com o Governo de Moçambique com vista a proteger e restaurar o ecossistema do Parque Nacional da Gorongosa, bem como desenvolver a industria do ecoturismo para que daqui beneficiassem as comunidades locais. O projecto de recuperação de trinta anos é dirigido por um plano director. Este documento foi criado pela Gestão do Parque e consiste em quatro componentes, nomeadamente: uma declaração de Visão e uma declaração de Missão, um modelo de negócios sustentáveis, um Plano de demarcação para o Ecossistema da Grande Gorongosa e um plano de gestão ecológica. A declaração de Visão demonstra a visão optimista de como o Parque deverá estar após trinta anos. É desafiante mas possível com esforço, sabedoria e boa sorte. A declaração de Missão define os dois objectivos da gestão do Parque: a protecção e a recuperação da biodiversidade e dos processos naturais do parque; diminuição da pobreza através do estabelecimento de negócios de ecoturismo e através de outras influências benéficas do Parque. O Modelo de Negócio Sustentável é um plano de negócios pro forma criado pela Gestão do Parque e apresenta uma estrutura e uma fórmula económica, no qual as receitas geradas pelo turismo e outras actividades é totalmente suficiente para financiar os objectivos da Declaração de Missão do parque. O plano de demarcação inclui uma classificação das áreas de terra e de água e uma designação para o uso dos recursos, quando este é permitido ou restricto. O quarto componente do plano director é o plano de gestão ecológica. A gestão do parque, em consulta com as comunidades locais, agências de doadores, ONG''s, especialistas e outros , está a desenvolver um plano integrado, holistico para a gestão ecológica do ecossistema da Grande Gorongosa. A reabilitação do Parque Nacional da Gorongosa no centro de Moçambique representa uma das grandes oportunidades mundias e actuais de conservação. A Gorongosa é uma região de uma grande diversidade específica e possui características ecológicas únicas. A chave para continuar a existir diversidade específica é proteger áreas críticas. Os 4000 quilometros quadrados que constituem o parque estão localizados no sudeste do Vale do Rift da Grande África Este. No parque estão incluídos solos do vale e partes das planícies limítrofes. A nascente dos rios que serpenteiam a planície são provenientes do vizinho Monte Gorongosa. As cheias sazonais que ocorrem no vale, que por sua vez é composto por um mosaico de diferentes tipos de solo, criam uma variedade de ecossistemas distintos. As zonas de pasto são dotadas de pequenos núclos de acácias, savana, floresta seca em areia e montes feitos por térmitas. O planalto contem miombo, florestas de montanha e uma floresta tropical espectacular na base de uma série de calcário. Um dia, esta combinação de características únicas, conseguiu suportar uma das comunidadades de vida selvagem mais densas em toda a África, inluindo carnívoros carismáticos, herbivoros e mais de 500 espécies de aves. No entanto, os números dos grandes mamíferos doram reduzidos até 95% e os ecossistemas foram perturbados durante o conflito civil Moçambicano que durou trinta anos.
Estamos a treinar um equipa revitalizada e a reconstruir a infra-estructura do Parque. Estamos a conduzir uma monitorização biológica do Parque incluindo uma contagem dos grandes herbívoros, uma pesquisa de carnívoros e peixes e um mapa da vegetação. Iremos criar um centro de pesquisa permanente no Parque, que não só irá trazer um entendimento científico, como também ´trará educação e oportunidades de emprego aos Moçambicanos. Em 2006, começaremos por reintroduzir, em grandes números, uma tríade de bulk grazers (zebra/wildbeest/bufalo) que foram os responsáveis pela manutenção do ecossistema da Gorongosa no passado. A conservação da biodiversidade baseada na relação entre a comunidade e o ecurismo, só pode ser alcançada dentro de um maior contexto de economias nacionais, objectivos sociais e necessidades humanas a curto e a longo-prazo. O centro de Moçambique é desafiado pela pobreza e por uma crise de saúde. O principal objectivo deste projecto é utlizar os valores naturais do Parque da Gorongosa para desenvolver uma indústria de ecoturismo. Definimos este ecoturismo como viajar pelo Parque Nacional da Gorongosa, sem causar danos ao ambiente e que ao mesmo tempo, possa beneficiar as pessoas locais,através da criação de emprego e pelo aparecimento de recursos para os serviços sociais como escolas e clinicas de saúde. Favorecemos uma actividade de turismo em pequena escala e localizada em sitios disperos, uma vez que são menos ameaçadadoras do ponto de vista ambiental e são emocionalmente mais apelativas do que os grandeas desenvolvimentos. Estas pequenas concessões também facilitarão a cooperação directa com a spessoas locais. Queremos dar poder à comunidade, envolvendo-os no planeamento, nas decisões e na operação destes projectos. É nossa política, envolver, os locais mais vulneráveis, incluindo as mulheres. Pretendemos facilitar esta participação através da criação de assembleias democráticas e de relações transparentes entre o governo e a sociedade civil. Queremos que este negócio do ecoturismo esteja integrado numa economia alargada de modo a criar uma actividade económica regional secundária ou terciária. Os lucros do turismo são geralmente mais altos do que os produtos primários e têm tido a tendência para aumentar a uma taxa mais elevada do que os lucros de outra exportação. Logo, acreditamos que o ecoturismo é uma indústria promissora para Moçambique e pode contribuir de um modo significativo para os lucros do país na troca com o exterior.